FABRICANDO ESPERANÇA NA CURA DO CORONA

FABRICANDO ESPERANÇA NA CURA DO CORONA

Essentia Comunicação

Com a quarentena do coronavírus, Marcelo Andrade Soares iria fechar as portas de sua microempresa de painéis. Só que ele se reinventou: pôs um vídeo na internet dizendo que tinha uma máquina a laser capaz de fabricar 4 mil unidades de protetores faciais por dia para equipes de saúde, mas que não tinha matéria-prima. Um dia depois, já tinha 7 mil ligações no seu celular, inclusive dos diretores dos hospitais Albert Sabin e Monte Sinai. Além de várias outras empresas que doaram os insumos para fabricar e transportar os protetores.

 Agora, Marcelo está trabalhando no galpão que alugou antes para sua pequena empresa, sem pagar aluguel mais porque a proprietária suspendeu o pagamento quando viu o esforço dele para ajudar. Estão com ele 12 voluntários que passarão a ser remunerados também por doação de empresas.

Marcelo disse que os mais “desesperados” pelos protetores faciais são os dentistas. Conversamos com o Dr Marco Aurélio Figueiredo Pereira, professor da Faculdade de Odontologia da UFRJ, que explicou como eram os procedimentos de segurança nos consultórios e que, com a pandemia, deverão aumentar muito mais daqui para a frente.

Marcelo hoje já tem capacidade para produzir mais de 100 mil protetores faciais. E ele está fazendo tudo isso como doação: pessoalmente, ele não recebe um tostão por seu esforço em ajudar o combate à doença.

No final da nossa reportagem, Marcelo se emociona: está há um mês longe de pessoas importantes de sua família, como a filha. E, no mesmo instante, retoma o entusiasmo, contando que ainda auxiliou um amigo a transformar sua microempresa de lingerie em fábrica de máscaras comuns de proteção. “Essas máscaras custam 2, 3 reais, e estão vendendo a 30 reais. Isso é exploração!”